
Presidente do SIMA ( Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada )
CAMPANHA SALARIAL 2026: DIREITO NÃO ESPERA, DIGNIDADE NÃO SE ADIA
A Campanha Salarial 2026 do SIMA não é apenas uma pauta protocolada.
Ela é o retrato de uma categoria que sustenta a cidade todos os dias e que, mesmo assim, segue tendo seus direitos tratados como se pudessem esperar.
No dia 5 de janeiro, o sindicato apresentou oficialmente a pauta à Prefeitura. A expectativa era de diálogo imediato, porque quando se trata de salário, carreira e condições de trabalho, tempo também é direito.
Mas a primeira reunião que estava agendada para o dia 20 de janeiro foi desmarcada em cima da hora.
O adiamento não suspende apenas uma data. Ele suspende respostas, congela expectativas e prolonga a insegurança de quem já convive com perdas acumuladas. Ainda assim, os servidores não recuaram.
Agora, uma nova reunião foi marcada para o dia 06 de fevereiro, às 16h, praticamente um mês depois de quando entregamos a pauta. O SIMA espera que, desta vez, o compromisso seja respeitado.
O QUE ESTÁ EM DISPUTA NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
A pauta apresentada pelo SIMA reflete a realidade dos locais de trabalho e a urgência de garantir condições mínimas para quem mantém o serviço público funcionando.
Entre os principais pontos estão:
● Reajuste salarial geral de 10%, como recomposição das perdas inflacionárias;
● Vale-alimentação de R$ 1.500,00, de forma universal;
● Vale-saúde de R$ 500,00, substituindo o modelo atual;
● Ampliação de benefícios sociais, como o aumento do vale-creche e a criação da Bolsa Servidor Estudante;
● Planos de carreira estruturados, incluindo a revisão do Plano de Carreira do Magistério;
● Alteração da nomenclatura de auxiliar para técnico administrativo, com redução da jornada para 6 horas, sem redução salarial.
Cada item dessa pauta responde a uma necessidade concreta: Como exigir qualidade no serviço público sem garantir condições dignas para quem o executa?
A reunião do dia 06 não é um detalhe, ela é o primeiro passo para definir se o governo irá, de fato, dialogar com os servidores ou apenas administrar o tempo como estratégia de desgaste.
A Campanha Salarial 2026 não pertence a uma diretoria.
Ela pertence a cada servidor que acredita que o serviço público só se fortalece quando quem trabalha nele é respeitado.
Direito não se adia. Dignidade não se negocia. O SIMA segue independente, atuante e para os servidores.
Data de publicação: 12/02/2026
CAMPANHA SALARIAL 2026: O MÍNIMO É DIGNIDADE PARA QUEM SEGURA A CIDADE
A Campanha Salarial 2026 do SIMA não começa com números nem com promessas vazias. Ela começa com pessoas. Com quem mantém a cidade funcionando todos os dias.
Todos os anos, o SIMA apresenta sua pauta porque, todos os anos, é preciso reafirmar algo básico: quem trabalha para a cidade precisa ser respeitado.
Mas a Campanha de 2026 chega com um peso diferente. Ela nasce em um cenário de retrocessos, descumprimento de compromissos e ataques a direitos conquistados. Mais do que exigir reajustes ou benefícios, o sindicato envia um recado claro: o mínimo que os servidores exigem é dignidade.
Dignidade para trabalhar. Dignidade para viver. Dignidade para acreditar no serviço público.
QUANDO A PERDA DE DIREITOS VIRA ROTINA
O discurso do governo fala em modernização, eficiência e mudança. Mas a realidade nos locais de trabalho é outra: sobrecarga constante, equipes reduzidas, benefícios insuficientes e direitos tratados como concessão.
A Campanha Salarial de 2026 é a resposta direta a esse cenário. Não pede privilégios. Pede recomposição, valorização e respeito. Pede condições mínimas para quem mantém a máquina pública funcionando, mesmo quando faltam estrutura e reconhecimento.
Um exemplo claro do descumprimento de compromissos que ocorreu, envolve os educadores sociais. Em 2025, após muita luta e negociação, foram conquistados avanços concretos para a categoria: Como a mudança de letra e de nível administrativo, revisão do artigo 5º da Lei do GEASE, artigo este que restringia horas extras e folgas, e a confirmação da chamada de seis aprovados em concurso público para o cargo de educador social.
No entanto, passou o ano todo de 2025 e esses aprovados não foram chamados, e então, no início de 2026, a Secretaria de Assistência Social informou que não realizará a chamada dos aprovados, alegando dificuldades financeiras. A consequência é direta e conhecida: equipes ainda mais reduzidas, sobrecarga de trabalho, desgaste físico e emocional dos servidores que já atuam em condições extremamente fragilizadas.
Quando um acordo é descumprido, não é apenas o servidor que perde. Perde o diálogo, perde a confiança e perde a qualidade do serviço público entregue à população.
O QUE DEFENDE A CAMPANHA SALARIAL 2026
A pauta apresentada pelo SIMA não é abstrata. Ela reflete a realidade concreta dos servidores e a necessidade de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Entre os principais pontos estão:
● Reajuste salarial geral de 10%, para recompor perdas inflacionárias acumuladas;
● Vale-alimentação de R$ 1.500,00, geral e sem desconto;
● Vale-saúde de R$ 500,00, substituindo o modelo atual, que chega a no máximo R$ 200,00;
● Ampliação de benefícios sociais, como o aumento do vale-creche e a criação da Bolsa Servidor Estudante, no valor de R$ 800,00;
● Planos de carreira estruturados, incluindo a revisão do Plano de Carreira do Magistério;
● Alteração da nomenclatura de auxiliar para técnico administrativo, para todos os servidores que atuam na área administrativa da Prefeitura, com redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias, sem redução salarial, promovendo reconhecimento profissional e melhores condições de trabalho.
Tudo isso responde a uma pergunta simples, mas essencial: como falar em cidade funcionando sem servidor valorizado?
UNIÃO, SINDICALIZAÇÃO E LUTA COLETIVA
Nenhuma conquista dos servidores caiu do céu. Todas foram resultado de organização, mobilização e de um sindicato forte e atuante.
Por isso, o recado é direto: é hora de se sindicalizar, participar e fortalecer a luta coletiva. Somente com unidade será possível enfrentar retrocessos e garantir dignidade para quem dedica a vida ao serviço público.
A pauta salarial de 2026 foi entregue no dia 5 de janeiro na Prefeitura, e a reunião com o governo está marcada para o dia 20 de janeiro. Após essa reunião, o SIMA convocará assembleia para discutir com as categorias a postura do governo, sua retórica e o que, de fato, será apresentado nessa negociação. Fiquem atentos, participem e estejam presentes.
O SIMA segue independente, atuante e para os servidores, porque sem dignidade para quem trabalha, não existe cidade justa para quem vive nela.
Data de publicação: 27/01/2026
EDUCAÇÃO EM ALERTA: DIEESE CONFIRMA BAIXO INVESTIMENTO E DESMONTE NA EDUCAÇÃO DE ALVORADA
Relatório do DIEESE revela que a Prefeitura de Alvorada aplicou apenas 15,3% do orçamento em educação, dez pontos abaixo do mínimo legal. Enquanto sobram milhões nos cofres, falta respeito com quem faz a educação acontecer.
Uma análise recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) confirmou o que o SIMA vem denunciando há meses: a educação pública em Alvorada está sendo desmontada pela falta de gestão e de compromisso político.
De acordo com o levantamento, apenas 15,3% do orçamento municipal foi aplicado em educação, quando o mínimo constitucional é 25%. Pior: só 62,7% dos recursos do FUNDEB foram destinados aos profissionais da educação, bem abaixo do mínimo legal de 70%.
O que isso significa? Que R$24,8 milhões poderiam estar nas escolas, nas folhas de pagamento, em contratações de novos servidores, mas seguem parados, enquanto a rede enfrenta sobrecarga, falta de pessoal e estruturas em colapso.
EDUCAÇÃO NÃO É GASTO: É INVESTIMENTO
O presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, tem repetido uma verdade: “O problema de Alvorada não é falta de dinheiro. É falta de gestão.”
Recursos existem, o que falta é prioridade! Com o orçamento disponível, seria possível valorizar professores, orientadores, supervisores, merendeiras e secretários de escola, abrir novos concursos públicos e recompor equipes. Mas o que o governo faz? Terceiriza.
Enquanto isso, o SIMA tem recebido relatos alarmantes: servidores da Central de Matrículas estão trabalhando das 8h às 18h sem intervalo, e ainda sendo obrigados a cumprir jornada aos sábados, das 8h ao meio-dia, sem hora extra! Essa é a “eficiência” que o governo vende: gente esgotada, sem reconhecimento e sem direitos.
Por trás do discurso bonito de modernização, o que se esconde é um modelo de gestão que trata a educação como despesa, e não como investimento!
TERCEIRIZAÇÃO EM ALTA, SERVIDORES EM FALTA
Falando em terceirização, os dados revelam ainda outro problema: o aumento da terceirização supera os 45,1% em Alvorada.
E o problema vai além da gestão imediata. A falta de servidores concursados enfraquece o próprio FUNSEMA (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Alvorada).
Sem novas contratações, o equilíbrio do fundo fica ameaçado, já que a cada servidor que se aposenta, são necessários pelo menos 3,8 novos servidores na ativa para sustentar o sistema. Ou seja, a omissão de hoje compromete a aposentadoria de amanhã.
E se os números da terceirização e da educação já são alarmantes, os da gestão de cargos comissionados escancaram o descompromisso com o dinheiro público.
De acordo com a LDO 2026 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o município possui 422 cargos ocupados entre cargos comissionados (CCs) e funções gratificadas (FGs). Enquanto isso, dos 3.764 cargos efetivos criados, apenas 2.750 estão preenchidos (servidores ativos atualmente).
Durante a campanha eleitoral de 2024, o atual prefeito Douglas Martello prometeu reduzir em 50% o número de CCs no governo. O que se viu, no entanto, foi o oposto, em pouco tempo de mandato, a promessa virou pó.
EJA AMEAÇADO, COMUNIDADE MOBILIZADA
Durante a assembleia online do SIMA, realizada em 5 de Novembro, servidores e educadores decidiram se mobilizar contra a tentativa da Prefeitura de fechar o EJA (Educação de Jovens e Adultos), reduzindo de oito para apenas três polos, e de encerrar o ensino fundamental na EMEF Hilário Feijó, ameaçando diretamente alunos, professores e toda a comunidade escolar.
Em resposta, o sindicato e a comunidade chamaram um ato em forma de panelaço que será em frente à Secretaria Municipal de Educação, no dia 12 de Novembro, exigindo respeito à educação pública e à história dos alunos, comunidade e professores que fazem parte dela.
Fechar o EJA não é apenas reduzir a oferta de ensino. É apagar oportunidades, calar sonhos e fechar portas para quem precisa estudar para ter um emprego digno.
Ofertar o EJA à comunidade, não é um favor que os professores têm que fazer: é uma obrigação do Estado! Assim como o Secretário da Saúde vai aos bairros com megafone para oferecer vacinas, o Secretário da Educação deveria ir às comunidades e garantir que o EJA chegue até quem precisa.
O EJA é mais do que educação: é dignidade, é futuro, é oportunidade. E nós não vamos aceitar que ninguém tenha seus sonhos negados por descaso administrativo!
CLIMA DE MEDO E A FALTA DE DIÁLOGO
Durante a SIPAT, que ocorreu de 3 á 6 de Novembro de 2025, o isolamento dos servidores e os casos de assédio moral vieram à tona, revelando o clima de terror instalado na Prefeitura, e isso revela um governo que prefere o silêncio à escuta.
O SIMA reitera: Assédio moral é crime. Racismo é crime. E ignorar os trabalhadores também é uma forma de violência!
Diante de um cenário onde a gestão municipal ignora a lei, precariza o serviço público e tenta silenciar os trabalhadores e o sindicato, a união se torna a única resposta. O SIMA seguirá firme, enfrentando o descaso e a perseguição, porque o serviço público é um direito do cidadão, e um dever do estado. E o SIMA não vai se calar!
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 15/11/2025
REFORMA ADMINISTRATIVA OU DEFORMA ADMINISTRATIVA?
Vendida como modernização, a proposta é uma bomba-relógio disfarçada de eficiência. Ela acaba com triênios, quinquênios e anuênios, conquistas que reconhecem a experiência e a dedicação de quem constrói diariamente o serviço público. É uma lógica de descarte: o Estado usa a força de trabalho dos servidores e depois os abandona, como se fossem substituíveis.
Essa visão se encaixa no que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida”: um tempo em que tudo é tratado como mercadoria — útil enquanto serve, descartável quando deixa de servir. É exatamente assim que a Reforma tenta tratar o servidor público.
Além disso, benefícios como alimentação, transporte e saúde passam a ser limitados a quem ganha perto do teto constitucional, ignorando os servidores da base, que sustentam escolas, hospitais e serviços essenciais. As bonificações, por sua vez, dependerão de metas distantes da realidade de quem está na ponta, criadas por quem nunca viveu a rotina do serviço público.
O ATAQUE À ESTABILIDADE
O golpe mais duro é o ataque à estabilidade. A proposta estabelece prazos e avaliações arbitrárias que colocam em risco a autonomia e a imparcialidade do serviço público. Sem estabilidade, o servidor se torna refém de pressões políticas, perdendo a liberdade de agir em defesa do interesse coletivo.
E nem os aposentados escapam. A Reforma restringe benefícios e o uso de fundos que garantem segurança a quem dedicou uma vida inteira ao trabalho público. É o desmonte da dignidade na aposentadoria e um aviso à nova geração: “não vale a pena dedicar sua vida ao Estado”.
QUANDO O SERVIDOR PERDE, A POPULAÇÃO SOFRE
Essa Reforma não atinge apenas os servidores — atinge toda a sociedade.
Um professor desvalorizado, um agente de saúde sobrecarregado ou um trabalhador da limpeza urbana sem condições de trabalho refletem diretamente na qualidade dos serviços que chegam à população. A precarização do servidor é a precarização do país.
MODERNIZAR PARA QUEM?
É fácil falar em “eficiência” quando não se conhece o peso da responsabilidade pública. É fácil chamar de “gasto” aquilo que, na verdade, é investimento no futuro da nação. A chamada modernização serve aos interesses do mercado e abre caminho para a privatização disfarçada, concentrando poder nas mãos de poucos e retirando autonomia de quem serve o povo.
Sem estabilidade e sem direitos, o servidor deixa de ser fiscal do poder e passa a ser instrumento do poder. A Reforma não moderniza — ela politiza o serviço público.
MOBILIZAR É RESISTIR
O SIMA segue atento e atuante, acompanhando cada passo dessa proposta que ameaça destruir décadas de conquistas. Mas a luta não é apenas do sindicato — é de cada servidor e servidora consciente do que está em jogo.
Não é uma pauta distante de Brasília: é uma ferida que pode se abrir em cada escola, em cada posto de saúde e em cada secretaria de Alvorada.
Como já dizia a canção de Vandré:
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”
É hora de se informar, participar das assembleias, pressionar os parlamentares e defender, com coragem, o que é nosso. Porque, se permitirmos este retrocesso, amanhã será tarde demais.
O SIMA segue atuante, independente e para o servidor.
Rodinei Rosseto
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 17/10/2025
Cemitério Municipal de Alvorada: quando até na morte o abandono é realidade!
Espaço público segue em colapso, sem vagas, estrutura precária e denúncias de irregularidades
Uma despedida marcada pela dor e pelo descaso
Nesta semana, Alvorada perdeu mais do que um servidor: perdeu um pedaço de sua história. Um patroleiro que dedicou sua vida a abrir caminhos, pavimentar ruas e ajudar a construir a cidade que conhecemos.
As ruas que hoje percorremos carregam a marca do seu trabalho. Mas, ironicamente, no momento de sua despedida, a família recebeu um choque brutal: o Cemitério Municipal de Alvorada não poderia realizar o sepultamento.
O motivo? Não havia vaga. Só seria possível enterrar o servidor caso algum familiar já pudesse ser exumado para dividir o mesmo espaço. Uma regra que parece absurda, mas que escancara o tamanho do abandono.
Sem alternativa, a família correu às pressas ao cemitério particular da cidade. Entre a dor da perda e a burocracia imposta pela negligência, tiveram que improvisar, em meio às lágrimas, a despedida de quem deu sua vida pela cidade.
Essa realidade levanta uma pergunta incômoda: depois de oito meses à frente do município, não há recursos para arrumar o cemitério?
Mas vamos pensar que, talvez, nem seja uma prioridade para a gestão atual melhorar o cemitério municipal, afinal, irão gastar acima de R$300 mil em um único artista dos 4 que vão se apresentar no show de 60 anos da cidade!
A cultura merece atenção, é verdade. Afinal, ela é instrumento de educação, gera pertencimento, fortalece a identidade da comunidade e ainda movimenta a economia local. Um show pode alegrar, reunir famílias e trazer lazer para quem tanto precisa. Mas a dignidade também começa e termina no básico: nascer com direitos e morrer com respeito.
Um problema antigo, que se arrasta há anos
O abandono do Cemitério Municipal não começou agora. Em 2024, o desmoronamento das galerias da quadra E provocou a queda de cerca de 90 gavetas com corpos sepultados. Um episódio que deveria ter sido suficiente para virar prioridade absoluta. Mas não foi.
Na época, Rosseto já alertava: tratava-se de uma “tragédia anunciada”.
De lá para cá, a situação só se agravou. Vegetação alta, esgoto a céu aberto, focos de dengue, estruturas prestes a cair. Banheiros insalubres, presença de ratos, cães, baratas e pombos circulando pelo espaço.
A lista de problemas é longa: falta de acessibilidade, iluminação precária, fios desencapados, risco de curto-circuito, encanamentos improvisados, ausência de sinalização, falta de limpeza nos esgotos e até vestiários em situação caótica.
Enquanto isso, os servidores seguem sem condições mínimas de trabalho. Apenas dois coveiros e uma servente de limpeza atendem um município com mais de 200 mil habitantes. É o retrato do sucateamento.
Famílias pagam taxas anuais, mas o dinheiro não retorna em melhorias. O espaço, que deveria acolher a memória da cidade, se tornou sinônimo de descaso.
O que precisa mudar: soluções urgentes e possíveis
Não dá mais para adiar. Se o Cemitério Municipal chegou a esse nível de abandono, é porque faltou planejamento, gestão e respeito. Mas há caminhos, e todos eles exigem ação imediata:
- Reformas estruturais nas galerias e quadras para evitar novos desmoronamentos.
- Acessibilidade e dignidade, com rampas, banheiros adequados, sinalização e iluminação.
- Combate ao risco sanitário, com limpeza, drenagem, dedetização e eliminação de focos de dengue.
- Condições de trabalho seguras para os servidores, com EPIs, uniformes e espaços de apoio.
- Reforço no quadro de pessoal, via concurso público e novas contratações.
- Transparência nos recursos, garantindo que as taxas pagas retornem em melhorias reais.
E há mais uma necessidade evidente: a criação de um estacionamento diagonal na Rua Oscar Schick, ao lado do cemitério, em espaço já disponível. E também sinalização na rua, para organizar o fluxo, trazer segurança às famílias e facilitar o acesso em momentos de luto. Essas medidas não são luxo. São o mínimo que uma cidade que respeita sua história deve garantir aos vivos e aos que descansam: o direito de viver com respeito e partir com paz.
Se Alvorada é a terra que nos viu nascer e crescer, ela também precisa ser o lugar que nos acolha no descanso final.
Chega de abandono. Chega de silêncio. Chega de desrespeito.
👉 Seguiremos independentes, atuantes e ao lado dos servidores, lutando por dignidade em vida, dignidade na morte e respeito à população de Alvorada.
Data de publicação: 25/09/2025
MAIS ATENDIMENTO JURÍDICO PARA OS SERVIDORES, E UM OLHAR ESPECIAL PARA ELAS
Ao longo dos anos, uma das maiores preocupações da nossa gestão tem sido garantir que o servidor municipal tenha acesso real e de qualidade à justiça. Seja nas causas trabalhistas, previdenciárias ou pessoais, sabemos o quanto é importante ter orientação jurídica segura, acolhedora e humanizada.
Nas últimas semanas, percebemos um aumento expressivo na procura por atendimento nas áreas cível e de superendividamento. A fila de espera cresceu e, como sempre dissemos, o servidor não pode esperar quando o assunto é direito. Por isso, solicitamos ao GLZ Advogados, que é nosso parceiro há mais de 10 anos, que reforçasse o time que atende diretamente no SIMA.
A resposta foi imediata. Além do Dr. Rodrigo Peixoto, que já realiza atendimentos sobre superendividamento nas sextas-feiras, agora contamos também com as advogadas Djenifer Bencke e Flávia Ferreira, que passam a integrar a equipe e atuar nas áreas cível e de superendividamento, diretamente no sindicato.
E essa chegada não poderia vir em melhor hora. Estamos em pleno Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. E sabemos que muitas servidoras se sentem mais seguras e à vontade ao serem atendidas por advogadas mulheres, especialmente em situações delicadas como pedidos de pensão, separações, violência patrimonial ou dívidas acumuladas.
Esse reforço é também um gesto de cuidado com o público feminino do serviço público. Um olhar mais atento às realidades das mulheres, das mães, daquelas que muitas vezes enfrentam desafios duplos dentro e fora do local de trabalho.
Seguimos também com os atendimentos nas quintas-feiras, com o Dr. Leonardo Giroto (área cível) e o Dr. Rodrigo Zimmermann (previdenciário).
Nosso compromisso segue firme: defender o servidor, ampliar os acessos e construir dignidade a cada novo passo. Obrigado ao GLZ Advogados por estar ao nosso lado nesta caminhada.
Estamos atentos, presentes e atuantes.
Porque cuidar de quem cuida é, e sempre será, nossa prioridade.
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 08/08/2025
DEPOIS DE 12 ANOS SEM AUMENTO REAL, OPERADORES DE MAQUINÁRIO PESADO E MOTORISTAS TERÃO REAJUSTE DE 23.6%
O que parecia impossível começou a acontecer: depois de mais de uma década sem reajuste real, os motoristas e operadores de máquinas da Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV) finalmente conquistaram um importante avanço na sua valorização profissional, graças à atuação firme do SIMA junto à Prefeitura.
Fruto de mobilização, estudo técnico e pressão organizada, o reajuste chega a 23,6% e será aplicado de forma parcelada:
Motoristas: 5,9% ao ano por 4 anos
Operadores de máquinas: 11,8% ao ano por 2 anos
Essa conquista representa ganho real pela primeira vez desde 2012, com impacto direto no GTS, licenças, aposentadorias e indenizações. O reajuste também será somado ao dissídio anual, superando a inflação projetada até 2028.
“No papel, a mudança começa agora. Mas, na prática, ela começou muito antes, quando a categoria se organizou e cobrou”, destaca o presidente do SIMA, Rodinei Rosseto.
EDUCADOR SOCIAL: A PRIMEIRA VITÓRIA DE 2025
Antes dos motoristas e operadores, os educadores sociais abriram o caminho da valorização, com conquistas como:
Enquadramento da letra C administrativa para a letra A operacional
Mudança na lei do GEASE, permitindo o pagamento de horas extras e folgas
Chamada de mais 6 aprovados do último concurso
Mais uma vitória construída com proposta, diálogo e mobilização.
NENHUMA CONQUISTA VEM SEM PRESSÃO
Agora, a luta do SIMA segue para garantir reajuste real às demais categorias operacionais, como operários, pedreiros, eletricistas, pintores, marceneiros e outros profissionais que seguem sem valorização, mesmo exercendo funções essenciais.
📌 Os estudos já foram entregues. As propostas estão na mesa.
📣 É hora de mobilizar, pressionar e seguir avançando!
Com o SIMA, a base avança
Nada foi dado. Cada conquista veio com luta, organização e força coletiva. O SIMA acredita no diálogo, mas sabe que só há mudança real com participação e pressão da categoria.
Filie-se, participe e ajude a construir um serviço público mais justo e valorizado para todos.
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 30/07/2025




16 DE JULHO VAI SER NA RUA: SERVIDORES DIZEM NÃO À FALSA SOLUÇÃO DO PLANO DE SAÚDE
Depois de meses de promessas, reuniões e negociações, a Prefeitura de Alvorada rompeu o diálogo com os servidores. Mandou um projeto de lei para a Câmara sem consultar o sindicato, sem ouvir a categoria e sem respeitar o processo coletivo.
DE PALAVRAS EMPENHADAS A PROMESSAS QUEBRADAS
Imagine lutar durante meses para manter o que é seu por direito. Sentar-se à mesa com o governo, defender propostas, construir soluções. Agora imagine ver tudo isso sendo ignorado, apagado, como se nada tivesse sido dito.
Foi isso que aconteceu. O sindicato apresentou propostas. Propôs a renovação do IPÊ. Sugeriu alternativas. Avisou que a categoria precisava ser ouvida. E mesmo assim, o governo municipal decidiu agir sozinho. Rompeu o compromisso. Ignorou o sindicato. E empurrou um projeto à força para dentro da Câmara de Vereadores.
Um projeto que oferece uma migalha e chama isso de solução. A resposta será nas ruas: no dia 16 de julho (quarta-feira), das 11h30 às 13h, em frente à Prefeitura, acontece a Assembleia Geral e Ato de Greve. É hora de dar nome ao que está acontecendo. E mostrar que com os servidores, não se brinca.
ATÉ 200 REAIS NÃO COMPRAM DIGNIDADE
Um trabalhador com mais de 59 anos vai pagar mais de R$ 800 por mês. Antes, com o IPÊ, pagava pouco mais de R$ 300, para ele e sua família. Agora, com o novo modelo, terá que escolher: ou paga o dobro, ou fica sem atendimento.
E tudo isso foi decidido sem consulta. Sem assembleia. Sem diálogo.
O presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, reagiu:
“Esse projeto é uma falácia. Um tapa na cara de quem passou a vida servindo o município. Não é ajuda. É abandono.”
QUANDO O GOVERNO QUEBRA O DIÁLOGO, A LUTA VAI PARA A RUA
Não é só sobre o plano. É sobre o que vem acontecendo em toda a cidade. A hora-atividade virou moeda de chantagem. O concurso público na saúde segue engavetado. A Guarda está sendo empurrada para dentro das escolas sem segurança, sem preparo. A SMOV afunda no sucateamento. E os educadores sociais? Continuam sem receber o que foi prometido.
A confiança está ruindo. E com ela, a paciência da categoria.
“Não aceitaram dialogar com o sindicato, mas querem discutir com a categoria depois de já mandar o projeto? Isso não é negociação. É imposição. E com os servidores, não funciona assim.”
16 DE JULHO: É NA ASSEMBLEIA QUE A GENTE DECIDE
É por tudo isso, por cada mentira, cada silêncio, cada promessa não cumprida, que o SIMA está convocando todos os servidores para um grande Ato e Assembleia Geral de Greve.
Data: Quarta-feira, 16 de julho
Horário: Das 11h30 às 13h
Local: Em frente à Prefeitura de Alvorada
Não é só mais uma assembleia. É o momento de mostrar que a categoria está viva, está atenta, e não aceita migalhas.
NA PAUTA DA MOBILIZAÇÃO
A mobilização do dia 16 de julho traz uma pauta extensa e urgente. Entre as reivindicações estão: a garantia do direito à hora-atividade para professores, a realização de concurso público na saúde, a valorização da Guarda Municipal e a defesa de um plano de saúde digno e acessível para todos os servidores.
Também estão na pauta a reclassificação dos educadores sociais, motoristas e operadores de máquinas, o atendimento digno à população em situação de rua, o fortalecimento das políticas públicas e sociais, o reajuste e a equiparação salarial das Técnicas e Auxiliares em Saúde Bucal (TSB e ASB), a regulamentação do trabalho remoto e a mudança de nomenclatura para nível médio para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
Os servidores também exigem um plano de carreira para todo o quadro geral, o retorno do horário integral nas escolas (das 8h às 12h e das 13h às 17h), o direito à alimentação para professores e servidores das escolas, reconhecido como um direito pedagógico, o pagamento do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) para ACS e ACE, o pagamento do Adicional por Produtividade em Saúde (APS) para as equipes da saúde da família, e a criação de um vale-cultura específico para os secretários de escola.
SIMA FAZ 36 ANOS: RESISTIR É CELEBRAR
E mesmo em meio à luta, a história do SIMA continua. No próximo sábado, dia 12 de julho, o sindicato completa 36 anos de existência, resistência e conquistas. E como já é tradição, não seria aniversário do SIMA se não fosse com luta, e com celebração.
A partir das 16h, o salão do SIMA recebe uma grande festa com o show da banda Maria Bonita, comidas e bebidas típicas, e a participação das mulheres da Economia Solidária, que estarão presentes com delícias e produtos artesanais.
É tempo de luta. Mas também é tempo de renovar as forças, se reencontrar, e lembrar por que vale a pena resistir. Venha celebrar com a gente. A festa também é sua.
A HORA É AGORA! A LUTA É DE TODOS NÓS, NÃO BASTA FICAR NA TORCIDA.
Chega de ilusão. Chega de tapinha nas costas enquanto cortam o que é nosso.
Chega de esperar por respeito. Vamos exigir.
Se você está cansado de promessas vazias, junte-se a nós.
Se você quer um plano de saúde de verdade, apareça.
Se você acredita que servidor merece dignidade, nos vemos na quarta.
Porque quando a prefeitura fecha as portas do diálogo, é a rua que escancara as janelas da resistência.
Dia 16. Em frente à Prefeitura. Te esperamos.
Data de publicação: 21/07/2025
ROSSETO ASSUME MANDATO INTERINO NA CÂMARA DE VEREADORES DE ALVORADA
Servidor público municipal desde 1999 e licenciado do SIMA, onde é presidente já á 12 anos, Rodinei Rosseto ocupa temporariamente uma cadeira no Legislativo e apresenta propostas voltadas à saúde mental, juventude, cultura e valorização profissional.
MANDATO INTERINO, MAS COM AGENDA CHEIA
Desde a última segunda-feira, 6 de maio, a Câmara Municipal de Alvorada conta com uma nova configuração. Com o afastamento da vereadora Geovana Thiago (PT) por motivos de saúde, a vaga foi assumida por Rosseto, segundo suplente da federação PT-PCdoB-PV e primeiro suplente do Partido dos Trabalhadores. O convite surgiu após o professor Eduardo (PCdoB), primeiro suplente da federação, optar por não ocupar o cargo neste período. Rosseto, que recebeu 1.053 votos nas eleições de 2024, assumiu com uma agenda intensa e ocupa pela primeira vez um posto no Legislativo local. Durante o período na Câmara, atua de forma desvinculada do sindicato, conforme determina a legislação para afastamentos temporários.
RECONHECIMENTO AOS EDUCADORES SOCIAIS MARCA ESTREIA NO PLENÁRIO
Já no primeiro dia de mandato, Rosseto viu ser aprovado por unanimidade na câmara de vereadores (16 votos a 0) o Projeto de Lei Legislativo nº 62/2025, que institui o Dia Municipal do Educador Social, a ser celebrado em 19 de setembro. A data também homenageia o educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira.
A proposta tem forte peso simbólico, pois reconhece o trabalho de uma categoria historicamente invisibilizada, mas essencial para a cidadania e o cuidado com populações em situação de vulnerabilidade. O projeto reforça conquistas recentes dos educadores sociais de Alvorada, que na última semana de abril de 2025 conquistaram, por meio de Grupo de Trabalho criado pelo SIMA em parceria com o governo municipal, importantes avanços, como o reenquadramento da função, já que os educadores sociais deixaram de estar no nível administrativo e passaram para a letra A da classe operacional.
DEZ PROPOSTAS COM FOCO EM POLÍTICAS PÚBLICAS E PREVENÇÃO
Além do projeto já aprovado, outros nove foram protocolados ao longo da semana, todos com foco em políticas públicas, inclusão e prevenção. Sem impacto orçamentário ao município, as propostas agora aguardam tramitação nas comissões da casa. Entre os destaques:
PL nº 63/2025 – Semana Municipal de Conscientização sobre Ansiedade: ações educativas nas escolas e unidades de saúde, com foco especial em adolescentes e jovens.
PL nº 65/2025 – Semana da Mulher: calendário de ações em março com foco em saúde, combate à violência e valorização feminina.
PL nº 66/2025 – Semana da Juventude: promove atividades esportivas, educacionais e culturais voltadas à juventude.
PL nº 67/2025 – Programa de Incentivo ao Primeiro Emprego: propõe medidas para facilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho.
PL nº 68/2025 – Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência: fortalece ações educativas nas escolas como forma de proteção social.
PL nº 69/2025 – Cadastro Municipal de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista: organiza políticas públicas com base em dados oficiais.
PL nº 70/2025 – Dia Municipal da Luta Antimanicomial: promove debates e ações sobre saúde mental, reforçando os cuidados em liberdade.
PL nº 71/2025 – Semana de Conscientização sobre o TDAH: prevê formação para educadores e suporte a estudantes diagnosticados com o transtorno.
PL nº 72/2025 – Autorização para repasse do Incentivo Financeiro Adicional aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE): garante o pagamento anual, em dezembro, do recurso federal específico previsto nas Leis Federais nº 12.994/2014 e nº 13.708/2018.
As sessões da Câmara as terças-feiras são abertas ao público, e os projetos devem começar a ser votados a partir da próxima sessão ordinária, marcada para terça-feira, 13 de maio.
SETE DIAS, 10 PROJETOS E UM OLHAR VOLTADO AO FUTURO
Mesmo com um mandato curto, Rosseto priorizou propostas de baixo custo e alto impacto, sem onerar o município, baseando-se em políticas públicas já existentes. Focando em saúde mental, juventude e valorização profissional, sua atuação incentivou debates urgentes. Enquanto tem vereador que tem somente 11 projetos apresentados ao longo de 36 anos que está na câmara, Rosseto protocolou dez em apenas sete dias, destacando a necessidade de renovação no Legislativo.
MARINÊS RODRIGUES
Diretora Geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 12/05/2025
SERVIDORES DECIDIRAM: O AVANÇO DA NEGOCIAÇÃO SALARIAL DE 2025 TRÁS CONQUISTAS REAIS PARA A CATEGORIA
Desde o primeiro momento, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA) abriu um canal de diálogo sólido e respeitoso com o governo municipal. Com transparência e seriedade, cada demanda dos servidores foi ouvida. E agora, a mesa de negociação se fortalece com um passo decisivo em direção à valorização da categoria.
A HORA DA DECISÃO: CONQUISTAS DEFINIDAS NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
A jornada pela melhoria das condições de trabalho e remuneração está dando frutos! Na última sexta-feira (31), em uma assembleia histórica, os servidores se reuniram para avaliar a contraproposta do governo. Com ampla participação e um espírito de união, tomaram a decisão em conjunto: aceitaram a proposta, consolidando um marco importante na busca por direitos justos e valorização.
O SIMA agora encaminha oficialmente a resposta ao governo, firmando mais um capítulo nesta trajetória de vitórias para os trabalhadores. É fundamental ressaltar que o quadro geral é uma parte essencial da negociação, mas os pisos da educação e da saúde devem ser cumpridos integralmente, pois são verbas nacionais e garantidas por lei. Seguimos atentos para assegurar que todos os direitos sejam respeitados!
UM AUMENTO REAL NO SALÁRIO: CONQUISTA QUE FAZ A DIFERENÇA!
O reajuste acordado para o quadro geral é um reflexo da força da nossa luta: 5,5% sobre os vencimentos, o que não só repõe a inflação, mas garante também um ganho real de 0,75%! Em tempos de recessão e arrocho salarial, esse aumento não é apenas uma cifra, é a comprovação de que a mobilização dos servidores e o trabalho do SIMA estão fazendo a diferença.
Força de diálogo e poder da união: a construção desse resultado só foi possível porque estivemos juntos, debatendo, pressionando e defendendo nossos direitos. A união é nossa maior força, e esse reajuste é o reflexo de um trabalho coletivo que não admite retrocesso!
VALE-ALIMENTAÇÃO: MAIS DINHEIRO NO BOLSO DO SERVIDOR
Outra conquista importante foi a redução do desconto no vale-alimentação. O valor, que antes era de R$ 225, caiu para R$ 175, garantindo R$ 50 a mais no ticket mensal dos servidores. Essa conquista impacta diretamente o poder de compra dos servidores, garantindo melhores condições para suas famílias.
No entanto, ainda se faz necessário um valor que realmente cubra um almoço digno, e seguimos firmes na luta por avanços. Aguardamos melhorias no futuro, porque valorização não pode parar!
CUMPRIMENTO DOS PISOS SALARIAIS: O DIREITO DE CADA SERVIDOR GARANTIDO
A implementação dos pisos salariais é um dos pontos essenciais da nossa negociação, e o SIMA tem se dedicado intensamente para garantir que todos os servidores recebam o que é justo. Com a criação de um Grupo de Trabalho (GT), vamos acompanhar de perto a aplicação dessa conquista para todas as categorias, assegurando que os direitos de cada trabalhador sejam cumpridos. Nossa luta continua para que todas as categorias de servidores, sem exceção, tenham seus pisos reconhecidos e respeitados.
A FORÇA DA MOBILIZAÇÃO SINDICAL
A assembleia foi marcada pela presença de mais de 150 servidores, que se envolveram de forma ativa no debate e tomaram, de maneira democrática, a decisão sobre o futuro da categoria. Essa participação reforça que a mobilização sindical é essencial para alcançar avanços reais e evitar retrocessos. Quando os servidores estão unidos, a mudança acontece! O SIMA segue firme, atuante, independente e para os servidores. Participe das assembleias, filie-se e ajude a fortalecer nossa mobilização. O SIMA não recua, não se cala e segue firme na linha de frente, porque defender os trabalhadores é defender o futuro de Alvorada!
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 12/02/2025
RETROSPECTIVA SIMA 2024: UM ANO DE RESISTÊNCIA, CONQUISTAS E ESPERANÇA
2024 foi mais do que um ano difícil: foi um teste de força, união e coragem. Cada batalha enfrentada reafirmou a nossa essência como sindicato: lutar incansavelmente pelos servidores municipais e pela dignidade do serviço público. Mesmo diante dos retrocessos, mostramos que juntos somos mais fortes. Encerramos oito anos de um governo que virou as costas para os trabalhadores e seguimos de pé, prontos para um novo capítulo. 2025 será o início de uma nova etapa, e o SIMA está preparado para os desafios e transformar esperanças em realidade.
2024: LUTAS QUE MARCARAM NOSSA HISTÓRIA
2024 exigiu coragem, determinação e união. Cada luta que enfrentamos foi um grito de resistência e uma declaração de que não aceitamos retrocessos. Entre os desafios enfrentados, destacamos:
Condições precárias nos abrigos: Em 2024, quando os abrigos municipais se tornaram símbolo do descaso, o SIMA foi a voz dos servidores e da comunidade. Levamos as denúncias ao Ministério Público e enfrentamos as represálias de cabeça erguida. A mensagem foi clara: não aceitaremos a desumanização dos trabalhadores. Cada servidor merece respeito, e essa luta não será abandonada enquanto não houver mudanças reais.
Reparos aos servidores pós-pandemia: Nosso presidente, Rodinei Rosseto, que também é secretário-geral da SESP e diretor nacional da CSPB, esteve no Senado defendendo a aprovação do PLP 143/2020. Essa medida, que prevê a isenção de até R$ 5 mil no imposto de renda, já começou a ser atendida pelo governo Lula. Ainda seguimos na luta pela implementação da Convenção 151, que garante negociações coletivas para os servidores públicos. Também nos posicionamos firmemente contra as reformas trabalhistas promovidas pelo governo Bolsonaro e criticamos duramente as PECs que atacam os direitos dos servidores: a PEC 103 (reforma previdenciária), conhecida como “PEC da Morte”, a PEC 32 (reforma administrativa) e a PEC 66.
Resposta solidária às enchentes: Quando as águas invadiram Alvorada, o SIMA não ficou parado. Enquanto o poder público falhava, nós nos tornamos ação: distribuímos alimentos, organizamos ajuda humanitária e, mais uma vez, mostramos que a solidariedade é a nossa maior arma. No meio do caos, os servidores e o sindicato foram a base de uma comunidade que não desiste.
Essas lutas não são apenas parte da nossa história; são a prova de que o SIMA está ao lado dos servidores em todos os momentos. É com essa força que avançamos para 2025, prontos para defender cada trabalhador.
CONQUISTAS QUE MUDAM VIDAS
Curso de Educador Social: A Escola de Gestão do SIMA tornou realidade o primeiro curso de Educador Social do Brasil, transformando vidas e investindo no futuro do serviço público.
Gibifest 2024: O evento cultural arrecadou mais de 1.300 (mil e trezentos) quilos de alimentos para a Cozinha Solidária Mulheres Guerreiras, provando que a união supera qualquer desafio. O sima fez e continuará fazendo ajuda aqueles q mais necesit e n esquece a luta de defesa dos traba e possivel a fazer os dois
Novos benefícios para os servidores: Ampliamos o cuidado com os servidores com telemedicina, planos odontológicos acessíveis, auxílio-funeral de até R$ 5 mil e plano hospitalar com a Verte.
ADEUS AO DESGOVERNO, OLHAR PARA O FUTURO
Foram oito anos de enfrentamento: desrespeito, precarização e perseguições marcaram o governo Appolo. Mas o SIMA resistiu, enfrentando cada ataque com coragem e determinação. Agora, com um novo governo assumindo, estamos prontos para recomeçar: dialogar, fiscalizar e lutar por avanços concretos. O desafio não será menor, mas a nossa força continua inabalável. Este sindicato é, e sempre será, a voz dos servidores.
UM NOVO ANO DE ESPERANÇA
Ao final de 2024, renovamos nossos votos de gratidão aos servidores que caminharam conosco. Que o Natal traga paz e que o Ano Novo fortaleça nossa união. O SIMA seguirá ao lado de cada servidor, lutando por direitos, justiça e dignidade. Sempre independentes, atuantes e para servidores!
Rodinei Rosseto
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)
Data de publicação: 09/01/2025
Enchente afoga os governos Leite e Appolo, enquanto o SIMA e parceiros socorrem Servidores (as) e população alvoradense
A catástrofe que assolou Alvorada e sacrificou nossa população foi provocada por causas naturais, mas também pela má gestão. Antes da enchente de maio, o povo já havia sofrido com a tempestade de janeiro e viu repetir-se o fracasso dos governos Leite e Appolo, que não estavam preparados para enfrentar situações extremas. Sem planejamento e políticas públicas públicas permanentes, preferiram culpar a natureza pela própria incompetência. Como ocorreu em Porto Alegre, a crise climática pegou os gestores de calça curta, que foram novamente surpreendidos, deixando o povo sem amparo, como denunciou Rodinei Rosseto, presidente do SIMA e diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).
Sem dados sobre o número de desabrigados, inclusive de servidores públicos afetados, o Governo Appolo foi arrastado pela enchente. Comprometida com Alvorada, a diretoria do SIMA transformou as instalações da entidade em ponto de apoio para socorrer a população desamparada pelo governo.
Também abrimos duas frentes de cozinha, no Salão de Eventos do SIMA e na casa da Mãe Bilu, no bairro Americana, que serviam uma média de 800 almoços por dia, entre almoço e janta, que totalizaram cerca de 15 mil marmitas servidas em pouco mais de três semanas.
Nesse período, o sindicato mapeou a situação de vulnerabilidade e a invisibilidade que o Governo Appolo esconde, ao realizar o cadastro de quase 7 mil pessoas. O levantamento identificou o fracasso do serviço de assistência social e do atendimento em saúde, que deixou as famílias em completo abandono.
PONTO DE APOIO – As salas do prédio administrativo do SIMA, o auditório da Escola de Gestão e o Salão de Eventos viraram depósitos de alimentos, produtos de higiene, água, roupas e calçados que foram distribuídos para o povo carente de ajuda. Apoiado por parceiros, como o Fórum Fome Zero e tantos outros, o SIMA foi uma fonte de amparo a quem perdeu o pouco que tinha na vida.
A MISSÃO DE RECONSTRUIR ALVORADA
Caberá às entidades sociais e à sociedade o papel de liderar os esforços para reconstruir Alvorada, destruída pela fatalidade, mas também por governos incapazes e distantes do povo.
Em nome da comunidade afetada, agradecemos as doações que vieram de Adriana Soely, Adriano Rubin, Aldo Luiz, Alexandre Borgmann, Anderson Coertjens, Anelise Schneider, Antonio Guilherme, Casa da Elétrica, Cintia Patrícia, Colégio Dom Bosco, Cremers, Cristiana Mottola, Diogo Estrazulas, Eliane Koszeniewski, Eocleia Rosseto, Escola Mesquita/Sindicato dos Metalúrgicos (STIMEPA), Fesisimers, GLZ Advogados, Jacqueline Amaral, Jean Paulo Picetti, João da JP Madeireira, Karine Soares da Silva, Lauro Wagner Magnago, Leonardo Capeletti, Lucas Silfried, Luis Claudiomiro, Manuela Schmitz, Margeret Leão Quadros, Marlise Almeida, Mauricio Ritta, Nildete Pozebom, Organização Sã Doutrina Espiritual do Sétimo Dia, Patricia Menezes, Planeta Digital, Raul Paulo Weber, Renata Martins, Roberto Perello, Roseli Galhardo, Sociedade Espírita Simão Pedro Alvorada, Tania Mara Menna, Timóteo Souza, Wendel Daniel do Nascimento, Zaffari Supermercados, CESP, CSPB e Instituto Mont’Serrat.
Data de publicação: 10/06/2024
Governos Leite e Appolo fracassam diante da crise climática
Os desastres são naturais, mas as tragédias são previsíveis e evitáveis. Com planejamento e aplicação de políticas públicas permanentes, o trágico episódio das enchentes que afligiram o território do Rio Grande do Sul poderia ter sido amenizado. As causas vão além dos fatores naturais e apontam o fracasso de governos neoliberais e negacionistas diante da crise climática. Por achar que a legislação ambiental atrapalha o desenvolvimento econômico, deputados e senadores são agressivos para desmontar a legislação ambiental no Brasil. Chegam a negar os dados científicos sobre o aquecimento global ou sobre desmatamento no Brasil. Junto aos governos estaduais e políticos, os governos municipais também são cúmplices dessas tragédias, como acontece em Alvorada, com o descaso social do Governo Appolo.
Os mandatos do governador Eduardo Leite (PSDB) estão voltados para flexibilizar as regras ambientais, principalmente em relação ao uso de agrotóxicos e à ocupação de áreas de preservação. Seguindo o estilo do mau governante, Leite apresenta-se como “Amigo e Defensor da Ciência” e cria uma série de ações de marketing, que só consomem recursos das finanças públicas.
Semanas antes do início da catástrofe, Leite sancionou o projeto de lei 151/2023, proposto pelo deputado Delegado Zucco (Republicanos-RS), que modifica o Código Estadual do Meio Ambiente e abre espaço para intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP), para fins de irrigação. Tais áreas estão localizadas ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água; ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios de água naturais ou artificiais; nas nascentes; no topo de morros, montes, montanhas e serras; nas encostas ou partes destas; nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, e nas bordas dos tabuleiros ou chapadas.
ROSSETO APONTA MOROSIDADE E COBRA AÇÕES DO GOVERNO APPOLO
Para Rodineiro Rosseto, presidente do SIMA, o Governo Appolo é cúmplice desse transtorno, como a população alvoradense acostumou a ver no atendimento de saúde, na educação e assistência social. Para piorar, as secretarias de Obras (SMOI) e do Meio Ambiente (SMAM) não fiscalizam e intervém nas precárias condições em que vive o nosso povo.
Indignado, o sindicalista aponta a prostração do governo municipal perante as dificuldades, pois não montou equipes para mapear e atender os atingidos e não coordenou ações de socorro e acolhimento, como deveria, preferindo burocratizar e centralizar a distribuição de doações.
ANÚNCIO TARDIO – Rosseto julgou inexplicável o fechamento de postos de saúde em que não havia água, pois o governo privilegiou os bairros centrais, além de abandonar abrigos e asilos, que também ficaram sem água. Para ele, a decretação de Estado de Calamidade ocorreu muito tarde, após o anúncio do segundo Decreto de Calamidade do governo do estado, que relacionou as cidades atingidas e que retardou o socorro estadual para Alvorada.
Data de publicação: 20/05/2024
Fora-da-Lei, Governo Appolo é flagrado em esquema de superfaturamento e improbidade administrativa
Fora-da-Lei, Governo Appolo é flagrado em esquema de superfaturamento e improbidade administrativaComo o SIMA sempre denunciou, a má gestão do Governo Appolo na aplicação do dinheiro público em Alvorada virou caso de polícia. O governo que impiedosamente nega aumento salarial para os servidores (as) e desvaloriza o funcionalismo foi autuado por policiais civis da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), no dia 14 de março, que deflagraram a “Operação Conexão”, em ofensiva contra a prática de fraude em licitação e associação criminosa. Como foco da operação, a instalação de redes de fibra óptica, incluindo manutenção e atualização de pontos de acesso de governo, videomonitoramento para segurança de praças e espaços públicos, telefonia, IP e wi-fi.
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Por ordem judicial, o secretário Municipal de Administração, Luiz Carlos Telles Lopes, e o diretor-geral de TI da Prefeitura de Alvorada e foram presos e afastados das funções. A ação ainda resultou na apreensão de uma arma de fogo, cinco mil dólares, documentos e aparelhos eletrônicos. O Secretário da Administração representou o Governo Appolo nas poucas reuniões de negociação com o SIMA na Campanha Salarial 2024 e reforçou a alegação de que não era possível valorizar os trabalhadores.
A denúncia partiu de uma empresa desclassificada, que relatou ao Ministério Público de Contas e à Polícia Civil fraudes na licitação que direcionou o resultado em favor da empresa investigada. Foram implantadas escutas telefônicas e medidas de quebra de sigilo telemático e financeiro, que forneceram material comprovando a participação da Administração Municipal no esquema.
‘‘DESMANDO E CLIENTELISMO’’
Para Rodinei Rosseto, presidente do SIMA (foto), a operação comprova o desmando e o clientelismo que é marca do Governo Appolo. Também desmoraliza a cumplicidade da maioria dos vereadores, que aprova as malvadezas do governo contra o funcionalismo público, cortando direitos e impondo um arrocho salarial histórico. “Foram desmascarados!”, afirma Rosseto.
Data de publicação: 25/03/2024